
Como a AI está redesenhando os bancos, com o diretor de tecnologia do Itaú
A digitalização dos bancos levou cerca de dez anos para se consolidar – e transformou totalmente a relação das instituições financeiras com seus clientes. Mas a inteligência artificial está criando uma nova revolução, potencialmente ainda mais profunda e rápida. Essa é a opinião de Carlos Mazzei, diretor de tecnologia do Itaú, e Yran Dias, sócio sênior da McKinsey, no terceiro episódio do McKinsey Talks . “A AI vai ter um poder transformacional maior do que a internet,” disse Mazzei. Para ele, a razão é simples: pela primeira vez, as empresas conseguem acessar inteligência de forma escalável – quase como uma capacidade líquida, que pode ser aplicada a diferentes processos e negócios. Yran explica que se a digitalização criou uma distância entre os bancos líderes e os demais, a AI tende a ampliar ainda mais essa diferença. Além disso, segundo o executivo da McKinsey, as transformações mais profundas podem começar a aparecer em três a cinco anos – pouco tempo para uma indústria acostumada a ciclos longos de mudança. No Itaú, essa revolução já está a pleno vapor. Mazzei cita o uso de agentes no desenvolvimento de software: 70% das vulnerabilidades encontradas nas análises de código já são corrigidas com apoio da AI – o banco também vê ganhos de 20% a 35% de produtividade, dependendo do contexto. “Se todo mundo é mais produtivo, a regra do jogo passa a ser velocidade,” disse. Ouça o terceiro episódio do McKinsey Talks , uma parceria do Brazil Journal com a McKinsey.










